30 dezembro 2006

Jacob e seus Chorões - Na Roda do Chôro (1960)

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+ 8 faixas bônus (todos os compactos da Continental) / + 8 bonus tracks (all the seven-inches for Continental)

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Jacob do BandolimMaior referência brasileira no instrumento que virou parte de seu nome, Jacob alçou o bandolim a um lugar de honra na música brasileira. Esse trabalho vinha sendo desenvolvido antes por outros instrumentistas, como Luperce Miranda, mas foi Jacob quem colocou definitivamente o bandolim como instrumento solista por excelência.

Nascido no Rio de Janeiro, ganhou o primeiro bandolim, de modelo napolitano (ou "de cuia") na adolescência. Apesar de se apresentar tocando em conjuntos instrumentais desde cedo, nunca se profissionalizou totalmente, tendo sempre outros empregos não relacionados à música. Foi vendedor, prático de farmácia, corretor de seguros, comerciante e escrivão de polícia, cargo que ocupou até morrer. Por não depender financeiramente da música, Jacob pôde tocar e compor com mais liberdade, sem sofrer pressões de gravadoras ou editoras. Figura rígida e disciplinada, tanto na personalidade quanto na música, pesquisou e resgatou parte do repertório tradicional do choro, repertório este que passou a incluir várias de suas composições, como "Noites Cariocas", "Receita de Samba", "A Ginga do Mané", "Doce de Coco", "Assanhado", "Treme-treme", "Vibrações" e "O Vôo da Mosca".

Depois de montar o grupo Jacob e Sua Gente, integrar o Conjunto da Rádio Ipanema e o regional de César Faria e participar de gravações históricas como a de Ataulfo Alves para "Ai, que Saudade da Amélia" (Ataulfo/Mário Lago) e a de Nelson Gonçalves para "Marina" (Dorival Caymmi), gravou em 1947 o primeiro disco solo, seguido por outros dois nos anos seguintes, pela Continental.

Na década de 50 transferiu-se para a Victor, onde gravou seus LPs. Montou o conjunto Época de Ouro em 1966, com grandes nomes do choro, como Dino 7 Cordas, César Faria, Jonas, Carlinhos, Gilberto e Jorginho. Alcançando expressiva popularidade, Jacob e o Época de Ouro ajudaram a divulgar o choro tradicional, por meio de shows e LPs, como o consagrado "Vibrações" (1967).

O conjunto permanece em atividade até hoje. Uma das últimas apresentações de Jacob, um show com Elizeth Cardoso e o Zimbo Trio em 1968, foi gravado e lançado em LP duplo, mas não foi relançado em CD no Brasil. Outras antologias foram produzidas, da mesma forma, exclusivamente para o mercado externo, onde a arte de Jacob é muito apreciada. Seu filho, o compositor Sérgio Bittencourt, homenageou-o no samba "Naquela Mesa" ("tá faltando ele/ e a saudade dele/ tá doendo em mim"), sucesso de Elizeth Cardoso, cantora que ele descobriu. Em 1997 a professora Ermelinda Paz lançou o livro "Jacob do Bandolim", pela editora Funarte.

Extraído do site CliqueMusic
Para mais informação, visite o site do Instituto Jacob do Bandolim

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Em pé: Luiz Bittencourt, Paulo Tapajós e Meira. Sentados: Dino, Canhoto e Jacob - Standing: Luiz Bittencourt, Paulo Tapajós, and Meira. Sitting: Dino, Canhoto, and JacobJacob do Bandolim is one of the first names in the history of the choro genre. A serious and dedicated musician, he instilled a high degree of professionalism in the traditionally relaxed music — even if he was never a professional himself (he made a living as a notary). He struggled to preserve Brazilian roots, and fought to impose his artistic sincerity on the music industry. He left important compositions that were incorporated in the repertory of chorões.

The son of a middle-class family, do Bandolim followed formal studies until his completion of the accounting course of study. In 1930, when he was 12, he became strongly motivated by the music of a blind violinist who was his neighbor. Asking his mother to give him a violin, he left the bow of the instrument aside, picking the strings with hairpins. After many broken strings, his mother gave him a mandolin at the suggestion of another neighbor.

His first performance as an amateur was three years later, at the Grêmio dos Estudantes Israelitas. In December of that year, he performed for the first time on Rádio Guanabara. In those times, he was already a brilliant mandolinist, and also a good violonista (acoustic guitarist) and cavaquinho player. In the next year, he won his first important contest at Rádio Guanabara, invited by Benedito Lacerda. Accompanied by Carlos Lentine, Luís Bittencourt, Canhoto, and Russo do Pandeiro, his group was named Jacob e Sua Gente by the show director, and was awarded the maximum grade given by the professional jury in a contest disputed by other 27 participants. Jacob e Sua Gente became a regular on Rádio Guanabara, alternating with the Regional de Benedito Lacerda and the Gente do Morro group in the accompaniment of professional singers and musicians like Noel Rosa, Herivelto Martins, Dunga, Joel e Gaúcho, Elizeth Cardoso, Ataulfo Alves, Lamartine Babo, Araci de Almeida, and Carlos Galhardo. But do Bandolim never became a professional musician because he knew he would have lost his musical personality — which was a very purist one. Instead, he held several jobs as a salesman or hawker, becoming a notary in 1940 and keeping that job until his death.

In 1935, he joined the Conjunto da Rádio Ipanema, one of the three important groups of his life, initially directed by Mário Silva and later directed by himself. The group featured César Faria (after 1939) and Claudionor Cruz (violões, or acoustic guitars), Léo Cardoso (afoxê), and Candinho (drums). In 1943, by insistence of his future father-in-law, he abandoned his radio work, returning at the explicit desire of his wife, Adylia, in 1945 at Rádio Mauá.

His first album was recorded in October 1947 with Continental (a company for whom he worked until 1949), having the hit "Remeleixo." In July 1949, do Bandolim moved to RCA Victor, recording eight albums until October 1950. From March 1951 on, for the next ten years, he was accompanied by the Regional do Canhoto. In July 1961, the recording of Chorinhos e Chorões marked the opening of the group Época de Ouro, the third important group of his life, and one of the most prominent of all time in the genre. The group used other names until the LP Vibrações, which was released in October 1967 and is considered one of the best of all time. Do Bandolim's imposed weekly rehearsals on Fridays and sometimes on Saturdays were rigorous. During those rehearsals the musicians sweated profusely, because the slightest mistake was accompanied by terrible admonishing in do Bandolim's resounding voice.

In 1968, with Elizeth Cardoso (whom he introduced to the artistic scene), the Época de Ouro, and the Zimbo Trio, do Bandolim gave a concert at the Teatro João Caetano that was released on two albums by the Image and Sound Museum of Rio de Janeiro, and is considered one of the best shows of all time in Brazilian popular music. The American mandolinist Dexter Johnson organized a compilation of do Bandolim's solo work on two CDs with 43 tracks, Mandolin master of Brazil.

Alvaro Neder - extracted from All Music Guide
For more info, visit Instituto Jacob do Bandolim

2 comentários:

mvcosta disse...

Jacob e seus Chorões - "Na Roda do Chôro" (1960 - RCA BBL 1072)

1. Flor do Abacate
(Álvaro Sandim)

2. Murmurando
(Fon-Fon)

3. Doce de Coco
(Jacob)

4. Chorando
(Ary Barroso)

5. Gostosinho
(Jacob)

6. Verinha
(Dermeval Neto)

7. Parati Dançante
(Eduardo Souto)

8. Amapá
(Juca Storoni)

9. Noites Cariocas
(Jacob)

10. Juriti
(Raul Silva)

11. Simplicidade
(Jacob)

12. Saudades do Guará
(Bonfiglio de Oliveira)

13. Treme-Treme [faixa bônus]
(Jacob)

14. Glória [faixa bônus]
(Bonfiglio de Oliveira)

15. Salões Imperiais [faixa bônus]
(Jacob)

16. Flamengo [faixa bônus]
(Bonfiglio de Oliveira)

17. Remelexo [faixa bônus]
(Jacob)

18. Feia [faixa bônus]
(Jacob)

19. Cabuloso [faixa bônus]
(Jacob)

20. Flor Amorosa [faixa bônus]
(Joaquim A. S. Callado)


Jacob: bandolim
Canhoto: cavaquinho
Dino: violão de 7 cordas
Meira: violão de 6 cordas
Gilson: pandeiro
Nebinho: trombone
Ary Ferreira: flauta
Antônio de Souza: flauta
Maurílio: piston
Hamilton Cruz: piston
Barriquinha: piston
Luiz Marinho: baixo
Sandoval: clarone
Paulo Moura: clarinete
Mazinho: clarinete
Gilberto D'Avilla: reco-reco, cacheta
Del Loro: ganzá
Zaccarias: regente

Faixas bônus:
Compactos (78 rpm ou 10 polegadas) lançados pela gravadora Continental
faixas 13 e 14: Out/47 15.825
faixas 15 e 16: Mar/48 15.872
faixas 17 e 18: Nov/48 15.957
faixas 19 e 20: Mar/49 16.011

Jacob acompanhado por César e seu Conjunto
Jacob: bandolim
César Faria: violão
Fernando Ribeiro (Jessé): violão
Pingüim: cavaquinho
Luna: pandeiro

jozahfa disse...

Valeu pelo disco. Ainda estou baixando mas tenho certeza que vou gostar.
josaphat frança

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