11 fevereiro 2009

Azymuth - Partido Novo (2002)

Capa do disco
Clique aqui para baixar o disco/Download the album - Mediafire . enviado por J. Neto

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AzymuthDe Amsterdam a Osaka, de Nova York a Estocolmo, o som do Azymuth estremece as pistas de dança desde 1974. Eles são citados como referência, por exemplo, pelo produtor norueguês Lindstrom, um dos expoentes do que vem sendo chamado de space disco ou cosmic disco. Além disso, nomes como Jazzanova (por quem já foram sampleados), Modaji, I.G. Culture, Peter Kruder, Alex Attias e Gilles Peterson costumam se derreter pela fusão de jazz com samba empreendida pelo grupo.

"Porra, bicho, vocês estão 20 anos na frente", espantou-se o produtor da TV Globo Beto Costa com o som da trio, ainda na década em que ele foi criado. Para o baterista Mamão, "aquilo fechou de um lado e abriu do outro". O trio começou em 1973 como um projeto de Marcos Valle, na trilha sonora do documentário "O Fabuloso Fittipaldi". "Tinha um negócio em uma música de Azymuth pra cá, Azymuth pra lá, que era uma regulagem do motor", lembra Mamão em entrevista por telefone ao BOM DIA, de Jacuné, litoral norte do Rio de Janeiro.

Depois de uma temporada emplacando temas em novelas da Globo e acompanhando artistas, Ivan Conti, o Mamão (bateria e vocal), Alexandre Malheiros (baixo e vocal) e José Roberto Bertrami (teclados e vocal) começaram a se tornar internacionais em 1977, quando eles foram convidados a tocar em Montreaux, na Suíça. De lá, o trio se tornou a banda de Flora Purim e chamou a atenção nos Estados Unidos, onde excursionaram e assinaram com a gravadora Milestone para lançar "Ligth as Feather". A parceria durou até 1989, mas eles entraram de uma vez para a história.

Graças a "Jazz Carnival" (1980), o grupo ficou um ano na parada inglesa.

"Hoje, muita gente fala, vocês são os próprios DJs de vocês", se envaidece Mamão, ao ser perguntado sobre a sonoridade contemporânea do trio, que alcança tanta ressonância global. Se pudesse, ele diz que tocaria mais no Brasil. "É legal viajar, mas tem também aquela coisa de sair 4 horas da manhã pra ir de um aeroporto para outro. Tem umas coisas chatas", pondera. "Nosso show lá fora é uma onda jazzística e disco, que nem existe mais", afirma, sem desconfiar do space disco, subgênero que veio para desbancar o electro (o som de dois verões passados).

"Aqui ainda não chegou, lá nosso público é novo, tudo rapaziada. A exceção são os pais que eram fãs e vão com os filhos". O groove do trio também passa de uma geração para outra em suas próprias famílias. Sabrina Malheiros, filha do baixista, é cantora, Thiago Martins, herdeiro de Mamão, é baterista e violonista. Vítor Bertrami, rebento do tecladista, é baterista.

Mais que uma pista de que o Azymuth estava mesmo 20 anos à frente, o apelo do trio hoje é prova de que no futuro haverá outras bossas circulando por aí. E a receita do sucesso do grupo, pelo menos do seu beat, estão mais próximo de nós que costumamos acreditar.

"Eu sou da Tijuca, subia o morro do Estácio pra tocar conga e pandeiro", entrega Mamão. "O bumbo marca a presença do tempo e a caixa fica mais livre". Esta proximidade com o samba vem também dos tempos da gafieira, de Erlon Chaves, do Beco das Garrafas. Quem já esteve em um show do trio, sabe que é possível ouvi-lo tocar do outro lado do quarteirão. Mamão é uma escola de samba.

Desde 1996, o Azymuth lança seus discos pela inglesa Far Out. "Butterfly", na praça, desde o ano passado, traz todo o suíngue setentista do grupo e a faixa-tema em homenagem ao Headhuters, de Herbie Hancock. Apesar da produção ser inglesa, o disco foi todo gravado no Rio. "Prefiro ficar por aqui", diz Mamão, provavelmente olhando para o mar azul de Jacuné.

Fabiano Alcântara - 25/01/2009 - extraído da jornal Bom Dia
Para mais informação, visite o site do Azymuth

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AzymuthAzymuth is an electrified trio from Brazil that calls its music samba doido, which means "crazy samba." The actual sounds, though, are not so crazy: an intelligent, high-voltage blend of Brazilian rhythms, jazz, and funk with occasional acoustic episodes that gained a sizable following in the 1980s. The members of the group include José Roberto Bertrami (born February 21, 1946, in Tatuí) on acoustic piano and keyboards, Alex Malheiros (born August 19, 1946, in Niteroi) on bass, and Ivan Conti (born August 16, 1946, in Rio de Janeiro) on drums.

Classically trained and originally influenced by pianists Bill Evans and Luíz Eça (of the Tamba 4), Bertrami worked with Flora Purim and Robertinho Silva before meeting Conti at a Rio nightclub. Upon a visit to a bowling alley/club in 1972, they heard Malheiros and decided to join forces to form Azymuth. Their first album, the soundtrack for the film O Fabuloso Fittipaldi, was released in Brazil in 1973. After spending a number of years as sessionmen in Rio recording studios and touring South America, a successful appearance at the 1977 Montreux Jazz Festival led to a 1978 U.S. tour with Airto and Purim. A contract with Milestone in 1979 resulted in a long string of eclectic albums — some of which are still available on CD — that established the group in the American and European markets. All three members also recorded solo albums for Milestone (now out of print). Bertrami left the group around 1988, after which Malheiros and Conti carried on for a while with keyboardist Jota Moraes. In the '90s, Bertrami rejoined Azymuth for sporadic appearances, though their profile isn't as high in the U.S. as it once was.

Richard S. Ginell - extracted from All Music Guide
For more info, visit Azymuth's site

7 comentários:

mvcosta disse...

Azymuth - "Partido Novo" (2002 - Far Out FARO 063CD)

1. Em Maricá
(Ivan Conti)

2. Partido Novo
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros - Ivan Conti - S. Bond)

3. Tempo Clássico Prelude
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros)

4. Tempo Clássico
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros)

5. Rede de Espera
(Alex Malheiros)

6. Nome Dele É Joan
(José Roberto Bertrami)

7. Meu Amigo
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros - Ivan Conti)

8. Duro de Roer
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros - Ivan Conti)

9. Livre como um Pássaro
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros - Ivan Conti)

10. Saudade do Doutor
(Ivan Conti)

11. Questão de Ética
(José Roberto Bertrami - Alex Malheiros - Ivan Conti)

12. Algodão Doce
(José Roberto Bertrami)


José Roberto Bertrami: keyboards, vocals, percussion
Alex Malheiros: bass, percussion, guitar, vocals
Ivan Conti: drums, guitar, percussion, vocals

Ismael disse...

Sensacional!!
esses caras são mestres mesmo!

adriana disse...

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John Lester disse...

Excelente postagem, obrigado.

Anônimo disse...

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alm disse...

"4 Eyed Viper" Album The Wave Alex Malheiros & Banda Utopia

http://www.youtube.com/watch?v=LkCBdN3YnlA

Excelente!

J. Neto disse...

Azymuth - Partido Novo (2002)

http://www.mediafire.com/?klqzqytgimy

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