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01 fevereiro 2009

Hamilton de Holanda - Música das Nuvens e do Chão (2004)

Capa do disco
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Hamilton de HolandaFã de Hermeto Pascoal - e alguém não é? -, Hamilton de Holanda batizou com o tema do multinstrumentista o seu segundo disco solo, Música das Nuvens e do Chão. A homenagem não fica restrita ao título ou a inclusão da faixa homônima no repertório. O CD, produzido por Torcuato Mariano, reverencia o legado musical de Hermeto, em seu pertinente virtuosismo instrumental e em arranjos que fogem do óbvio, inundando temas de Cartola, Ernesto Nazareth, Egberto Gismonti, entre outros, de elementos sonoros que transcendem sua leitura inicial.

Acompanhado por instrumentistas de igual calibre, como Daniel Santiago (violão), André Vasconcellos (baixo) e Márcio Bahia (bateria), Hamilton passeia por um repertório eclético, que teve suas possibilidades sonoras exploradas e expandidas pelo quarteto. Ponteio (Edu Lobo e Capinan), ganha vigor com os solos de Hamilton e Daniel. Da mesma forma, a dupla lustra a alegria de Samba Novo, do mestre Baden Powell. O bandolinista também esbanja habilidade para acentuar o frevo de Karatê, de Egberto Gismonti.

A química de Guinga e Aldir Blanc ganha novos contornos na versão de Baião de Lacan, enquanto Céu de Brasília (Toninho Horta e Beto Brant) ganha uma afetiva homenagem de Hamilton. Convidados especiais complementam a celebração musical promovida pelo quarteto. O virtuoso violonista Yamandu Costa dueta (e duela) com as cordas de Hamilton em Estações, a única composição do bandolinista presente no álbum. O gaitista Gabriel Grossi ressalta a melancolia da faixa-título, e arranca lágrimas até das pedras com a belíssima Contramilonga a La Funerala, de Astor Piazzolla.

Nelson Gobbi - 24/05/2004 - extraído do Jornal do Brasil
Para mais informação, visite o site do Hamilton de Holanda

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Hamilton de HolandaIn the legacy of such great mandolinists as Jacob do Bandolim, Joel Nascimento and Armandinho, the young Hamilton de Holanda is considered as one of the greatest virtuosos of bandolim of all times. Born in Rio de Janeiro - 1976, he imposed himself very quickly revolutionising the emblematic bandolim, and on which he developed a thorough polyphonic playing technique, as well as an enriched timbral and percussive palette. His interpretation is frenectic and very soulfull crossing all the boundaries of the genre, especially latin or world music. His work is very much brazilian, but in a comtemporary way.

Benefited both from a stimulating musical ambience in his family and an in-depth academic training, Hamilton finishes his studies by composing a Concerto for orchestra and bandolim wich he has performed with the Symphonique Orchestra of the National Theater and the Philharmonique Orchestra of Brasilia. His capacity for invention is endless and the sound he works out from his 10-string bandolim (he added a fifth double string a total of 10 vs. 8) is powerful and precise.

Hamilton's charisma and communicative enthusiasm on stage, his flawless playing and his sophisticated creativity make him one of the most remarkable musicians of the new generation of performers and composers today. His great musical knowledge lets him perform in any music style and also easily adapt little pieces written by others.

He is one of the most interesting Brazilian's composers of today. His work transcends all the cultural frontiers. In his latest album, produced by Torcuato Mariano, Música das Nuvens e do Chão, he moves with his quartet in a more jazz-oriented. He brilliantly performs works of greats creators beyond the strict borders - like Egberto Gismonti, Hermeto Pascoal and Astor Piazzolla. Quoting the famous Brazilian's architect Oscar Niemeyer "o importante não é a arquitetura e sim as pessoas" ("the important thing is not the architecture, but the people").

Extracted from All About Jazz
For more info, visit Hamilton de Holanda's site

21 abril 2006

Lúcio Yanel e Yamandu Costa - Dois Tempos (2001)

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Lúcio Yanel e Yamandú CostaNascido em Passo Fundo em 1980, Yamandu começou a estudar violão aos 7 anos de idade com o pai, Algacir Costa, líder do grupo “Os Fronteiriços” e aprimorou-se com Lúcio Yanel, virtuoso argentino radicado no Brasil.

Até os 15 anos, sua única escola musical era a música folclórica do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Depois de ouvir Radamés Gnatalli, ele começou a procurar por outros brasileiros, tais como: Baden Powell, Tom Jobim, Raphael Rabello entre outros. Aos 17 anos apresentou-se pela primeira vez em São Paulo no Circuito Cultural Banco do Brasil, produzido pelo Estúdio Tom Brasil, e a partir daí passou a ser reconhecido como músico revelação do violão brasileiro.

Um dos maiores fenômenos da música brasileira de todos os tempos, o jovem Yamandu confirma e merece todos os elogios que recebe quando toca seu violão. Sozinho no palco, é capaz de levantar em êxtase platéias das mais especializadas e de emocionar o grande público aos mais apurados ouvidos.

Suas interpretações performáticas conseguem remodelar cada música que ele toca e revela uma profunda intimidade com seu instrumento. Todo reconhecimento que recebe é apenas um reflexo do que ele leva ao seu público, recriando a magia da música em seu toque, passando pelo seu corpo e transformando-se quase milagrosamente.

Yamandu toca choro, bossa nova e tudo, mas também é um gaúcho cheio de milongas, tangos, zambas e chamamés. Um violonista e compositor que não se enquadra em nenhuma corrente musical ele é uma mistura de todos os estilos e cria interpretações de rara personalidade no seu violão de 7 cordas.

Yamandu faz jus ao significado de seu belo nome “o precursor das águas”.

Extraído do site www.yamandu.com.br

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O violonista Yamandu Costa foi o vencedor do IV Prêmio Visa de MPB em 2001. Demonstrando uma habilidade impressionante, deixou literalmente de queixo caído todos os que tiveram a oportunidade de ouvi-lo na eliminatória e na finalíssima do concurso.

Lúcio YanelEste álbum foi gravado no início de 2001. Yamandu derrama virtuosismo ao lado de seu professor, o igualmente fantástico Lúcio Yanel. Os dois músicos interpretam obras de Yanel, como o tango "Dois Tempos" e a polca "Amazônia", um tema de Yamandu, o choro "Cristal", e composições de nomes como Dilermando Reis (o choro "Dr. Sabe Tudo"), Ernesto Nazareth (o choro "Brejeiro") e Radamés Gnatalli (o samba "Brasiliana"), além de um pout-pourri com as zambas "El Paraná En Una Zamba", de Ariel Ramirez, e "Zamba Del Grillo", de Atahualpa Yupanqui). Uma verdadeira aula musical.

Extraído do site Jornal Movimento

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Yamandu Costa was born in Passo Fundo, Rio Grande do Sul, Brazil, where he began his guitar studies with his father Algacir Costa, band leader of “Os Fronteiriços”, when he was 7 years old. Later, he perfected his technique with Lúcio Yanel, Argentine virtuoso who was then settled in Brazil.

Until the age of 15, Yamandú´s only music school was the folk music from the south of Brazil, Argentina and Uruguay. Nevertheless, after he heard Radamés Gnatalli´s work, he decided to get in contact with the music of other renowned Brazilian musicians, such as Baden Powell, Tom Jobim, Raphael Rabello, among others. When he was 17, he played for the first time in São Paulo at “Circuito Cultural Banco do Brasil” (BB Cultural Tour). The event was produced by “Estúdio Tom Brazil” (Tom Brazil studio), and from then on he was recognized as one of the most gifted guitar players of Brazil.

Yamandú CostaOne of the greatest geniuses of Brazilian music of all times, young Yamandu deserves the highest praise. Whenever he is on stage, he fills with joy the most select audience since his impressive performance shows the deep intimacy between Yamandu and his guitar. The recognition he has earned throughout the years reveals what he can offer the audience – recreation of the magic of music - once from his fingers the music he plays travels through his body and soul and is almost miraculously transformed.

Yamandu is a guitar player, composer and arranger that does not fit into a single music style, yet he creates his own when he combines all of them playing his 7-string guitar.

Yamandu fully deserves his beautiful name which in “tupi-guarani”, the native language of Brazilian indians, means “the precursor of the waters of the world”.

Extracted from www.yamandu.com.br
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