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27 março 2009

Adriano Giffoni - Madrugada Carioca (1994)

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Adriano GiffoniPra nós, os baixistas chamados "da nova geração", é uma grande honra ter a oportunidade de passar algum tempo ao lado dele nos festivais de baixo por todo o Brasil. Nas idas e vindas entre aeroportos, hotéis, restaurantes, vans, camarins e shows, pude conhecer um pouco mais sobre esse excepcional instrumentista.

Nessa breve introdução, não vou falar do Giffoni como músico. Vou me ater ao "outro lado" da moeda e talvez o mais importante. Além da técnica e do conhecimento musical, apresento Adriano Giffoni: um grande ser-humano.

Giffoni é daqueles caras que sempre têm uma piada na cartola, principalmente sobre músicos. Sempre uma história engraçada de alguma turnê que fez. É um cara calmo, concentrado e profundamente cordial.

O gênio do contrabaixo que toca com grandes nomes da música mundial, rapidamente se mostra um menino que gosta mesmo é de tocar. Certa feita, estávamos em um restaurante em Brasília jantando e havia ali um excelente músico fazendo uma apresentação de voz e violão. Giffoni não se conteve e com a maior humildade que já presenciei na vida, foi até a van buscar seu D'Mark 5 cordas e pronto. Dois minutos depois a apresentação era violão, voz e baixo. Bom, nem preciso dizer como foi a performance. Como diz o Pixinga, o resto é história.

Conversar com o Adriano sobre o aspecto profissional da música é uma experiência marcante. Com a autoridade de quem construiu uma das carreiras mais bonitas do meio artístico, Giffoni fala sobre a importância de cumprir horários, ter bons equipamentos, ser educado, não ter preconceitos, estar bem vestido, ser preparado para diversas situações. É uma fonte de informação sobre como conduzir uma carreira. Uma aula de comportamento e, principalmente, bom caráter.

Por todas essas virtudes, Giffoni - uma sumidade no meio musical - recebeu o carinhoso e merecido apelido Presidente.

Giffoni, você nasceu em Quixadá, no Ceará. E em homenagem à sua cidade natal, seu sétimo trabalho solo chama-se Quixadá Acústico. De que maneira a música nordestina te influenciou como músico?
A música nordestina entrou na minha vida aos nove anos em Recife, onde comecei a tocar violão. Depois quando eu fui morar em Olinda, o meu pai me levava para ver os grupos de Ciranda, Frevo e Maracatu e isso marcou muito na minha formação musical.

Você é reconhecidamente um dos maiores pesquisadores dos ritmos brasileiros para contrabaixo.
Nos arranjos de sopros eu gosto de misturar riffs de funk com levadas nordestinas. Gostei muito de dedicar um CD inteiro ao baixo acústico, um instrumento que eu adoro e que já me levou para muitas gravações com artistas nacionais e internacionais.

Como foi seu início na música? Como você decidiu e tornou-se um contrabaixista?
Toquei violão e teclado em bandas da Beira Mar de Olinda até os 17 anos e quando toquei numa banda de carnaval de 1977, pintou a vaga de baixista e eu gostei muito e resolvi estudar pra valer. Fui para o conservatório da Universidade do Amazonas estudar com Jackes Von Frasunkiew, um inglês que me preparou para a UNB de Brasília e para a Escola de Música, onde fui aluno do professor Tony Botelho. Depois de dois anos em Brasília, eu resolvi estudar no Rio de Janeiro com o Sandrino Santoro e fiz o curso livre da Unirio em 3 anos.

Com o avanço da tecnologia e da internet você acha que hoje em dia está mais fácil estudar contrabaixo?
Com certeza, a internet ajudou muito, principalmente na facilidade de conseguir material de vídeo e livros. Programas como o Band in a Box, Encore e Finale, são meus principais aliados para produzir playbacks e exercícios para os alunos. Estudo também o programa Nuendo de gravação e com isso tenho proporcionado testes de gravação para meus alunos e conseguido bons resultados na formação de novos músicos de estúdio no Rio de Janeiro.

Apesar de todo esse avanço da informação, ainda não se encontra muito material sobre ritmos genuinamente brasileiros. Qual seria sua dica para o baixista que deseja conhecer esses estilos? Qual seria o bê-á-bá para quem deseja conhecer os ritmos da música brasileira?
Acho que a grande porta para conhecer os ritmos brasileiros está nos centros culturais como o de Recife, a Feira de São Cristovão, no Rio, as livrarias da Funarte, entre outros. Em cada viagem que eu fazia com artistas como Tim Maia, Emílio Santiago, Maria Bethânia, Gal Costa e Roberto Menescal, eu sempre comprava um CD de música regional e, com isso, formei um grande acervo de música brasileira.

Atualmente, com tantos compromissos de estúdio e shows, você consegue seguir uma rotina de estudos? Como é sua rotina?
Estudo em média 4 horas por dia e divido isso com os instrumentos e estudos de gravação com o programa Nuendo, onde faço os testes de timbres. E agora comecei a entrar no mercado das gravações online. Tenho gravado com vários artistas que mandam uma base para eu colocar o baixo acústico ou elétrico no meu home estúdio.

E as novidades do mercado musical. O que você tem escutado ultimamente? Tem alguma banda ou artista que tem chamado sua atenção?
Ouço tudo. Jazz, funk, hip-hop, música regional, música africana e música latina, e quando posso vou a shows pra conferir novas bandas e artistas com novas propostas musicais. Gosto muito do Lenine, Fernanda Abreu, BossaCucaNova, Pedro Mariano, e sou fã do grupo Roupa Nova que é um exemplo de qualidade na produção e bom gosto nos arranjos vocais e instrumentais.

Quais são os baixistas da nova safra que você destacaria?
Marcelo Mariano, Ney Neto, Sérgio Groove, Ebinho Cardoso, Bruno Migliari, Rodrigo Villa (Jobim Trio), Miqueas Santana, Mauro Sérgio, Ricardinho do Recife e Bráulio Araújo são grandes músicos e vão fazer muito sucesso em 2009.

E sobre o seu set-up. Que equipamentos você tem utilizado atualmente?
Eu estou usando os baixos elétricos de 4, 5 e 6 cordas da D'Mark, baixos acústicos da Nhureson com captadores Wilsom Pickups da Dinamarca, um vertical bass do luthier Germano M., amplificadores Roland e Pezo e uma caixa de 2x10 também da Pezo. Power Click amplificador de headphone.

Você é um dos sidemans mais requisitados do mercado. Com isso, sabemos que você passa bastante tempo viajando. Quais são os pontos positivos e negativos nesse tipo de atividade, acompanhando artistas consagrados?
Acho que para ser um músico de shows, é preciso gostar de acompanhar e não ter preconceito musical. As viagens nos levam a conhecer outras culturas e conviver com músicos de alto nível e isso só ajuda na nossa evolução. Estive no Japão em novembro com o compositor e cantor Carlos Lyra e tivemos casa lotada nos oito show que fizemos. Fiquei muito feliz com o tratamento e o respeito dos músicos e da platéia com nosso trabalho.

O ponto negativo é a saudade da família. E para quem tem filho, a cobrança é grande. Mas quando eles vêem que eu estou feliz com isso, eles compreendem e me apoiam.

Como foi seu contato com o Andy Summers e como foi tocar ao lado dele?
Tocar com o Andy Summers foi um grande prazer. Fizemos quatro shows em São Paulo e ele gostou muito de tocar com uma base brasileira e marcou para depois da tour que ele ia fazer com o The Police, a gravação de um DVD, que aconteceu dia 19 de novembro de 2008 no Teatro do SESC Ginástico no Rio. O lançamento será em abril e ele quer levar o show para vários países.

Quais são seus projetos para o ano de 2009?
Estou gravando no meu home studio um CD comemorativo dos meus 30 anos de contrabaixo com 10 temas inéditos para baixo acústico e elétrico. E nesse disco eu toco também todos os violões. Vou convidar alguns percussionistas para completar o trabalho que será mixado e masterizado pelo técnico Daniel Cheese, no Estúdio Carioca no Rio de Janeiro.

Podemos fazer um bate-bola? Eu falo uma palavra e você responde a primeira coisa que lhe vier à mente:
Giffoni?
Músico brasileiro.

Improviso?
Inspiração.

Técnica?
Estudo e dedicação ao instrumento.

Velocidade?
Dispensável. Prefiro uma boa sonoridade.

Slap?
André Gomes e Pixinga.

Samba?
Um samba tocado por Bororó, Prateado, Sizão e Ivan Machado será sempre bom de ouvir.

Baixo-acústico?
Minha batalha diária pela limpeza e afinação do som acústico.

Luizão Maia?
Uma grande influência na minha carreira de músico de shows e estúdio. Minha sonoridade de mão direita tem muito a ver com ele e por causa disso eu fui convidado para tocar com o sanfoneiro Sivuca em uma tour de 55 shows pela Europa em 1988, que na temporada anterior tinha sido feita pelo Luizão Maia por vários países.

Nico Assumpção?
O melhor baixista que eu vi tocar baixo acústico e elétrico.

Celso Pixinga?
Um grande mestre e batalhador da música instrumental brasileira. Seu trabalho o levou para o Blue Note de New York e o seu talento foi reconhecido pelas grandes revistas do Mundo. Tenho muito orgulho de fazer parte dos festivais que ele organiza e que abriu as portas para que novos baixistas de vários estados mostrassem sua cara e se motivassem a batalhar com seus trabalhos próprios e com isso melhorar a qualidade da música instrumental no Brasil.

Sideman?
Jamil Joanes.

Gênio?
Arthur Maia.

E pra encerrar a entrevista, deixe uma mensagem para os baixistas que vão ler essa matéria. Qual é a dica do Mestre Adriano Giffoni para ser um baixista de sucesso?
Muito estudo, dedicação, profissionalismo e muita humildade, pois ninguém nasce sabendo. Paz e muito som em 2009.

Ney Neto - extraído do site Baixista.com.br
Para mais informação, visite o MySpace do Adriano Giffoni

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Adriano GiffoniAdriano Giffoni (1959, Ceará) has been making music since he was 15 years old. He started playing the guitar in several bars in the historical city of Olinda and Recife (Pernambuco) before moving to Manaus (Amazonas), where he began his formal studies as an acoustic bass player. He attended the Conservatory of the University of Amazonas and also had additional training at the University of Brasília, Musical School of Brasília, UNIRIO and a few others extension courses with names such as Professors Ian Guest, Sandrino Santoro. He also took classes with Zeca Assumpção.

With such strong educational background, Giffoni has been giving workshops throughout Brazil and the world since 1994. Escola Pró-Arte (Rio de Janeiro), Escola Pró-Música (Minas Gerais) and Musikconservatorium (Copenhagen, Denmark) are just a few examples of where Giffoni has presented. In addition to that, he has also found time to write many books for bass players, including the following titles: Música Brasileira para Contrabaixo and Brazilian Music Workshop.

Having been on the A-list of many Brazilian performers as the bass player of their choice - he has performed with Leila Pinheiro, Djavan, Zizi Possi, Gal Costa, Nana Caymmi, Leny Andrade, Fátima Guedes, Maria Bethânia and many more - Giffoni still finds time to release top-notch solo works. His first solo CD was Adriano Giffoni (1992 - Perfil Musical) which was followed by Madrugada Carioca (1994 - Perfil Musical), Contrabaixo Brasileiro (1997 - Perfil Musical) and Caçula (1999 - Perfil Musical).

His latest project was the creation of a bass quartet in 2001. With that novel idea and support of fellow bass players Felipe Lydia, Norton Daiello and Mauro Rocha, the new Baixo Brasil.

Egídio Leitão - April 2004 - extracted from Música Brasileira from A-Z
For more info, visit Adriano Giffoni at MySpace

Antonio Adolfo - Cristalino (1989)

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Antonio AdolfoFilho de uma violinista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio, carioca de Santa Teresa, aquariano da classe de 47, o pianista Adolfo aos 16 anos já pertencia ao fechado clube da bossa-nova acantonado no Beco das Garrafas, à frente de grupos como o Samba a Cinco e o Trio 3-D. No último, ele participou da peça musical "Pobre Menina Rica", de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, e começou a acompanhar ases do setor. Mas a partir de 1967, em dupla com o letrista Tibério Gaspar, Adolfo, o compositor, transformou-se num dos detonadores da ala da toada moderna, que produziu sucessos como Sá Marina e Juliana.

Ao mesmo tempo, pilotando o grupo Brazuca, instaurou um tônus de modernidade eletrônica no pop da época (Teletema, Ana Cristina) até desaguar na autopista abrasiva da BR-3, que causou polêmica e sacudiu as estruturas festivalescas. Integrante da banda que acompanhou Elis Regina em duas excursões à Europa, um estágio com a erudita Nadia Boulanger, em Paris (além dos aperfeiçoamentos com os brasileiros Guerra Peixe e Esther Scliar), Antonio Adolfo estava pronto para mais um grande salto.

Em 77, num ato de coragem e pioneirismo, lançava o disco "Feito em Casa" em seu próprio selo Artezanal. Era o pontapé inicial de uma tendência libertária, a do disco independente, que motivaria o aparecimento de artistas divergentes das leis do mercado tradicional.

Adolfo gravou neste sistema tanto material próprio (até música para crianças, a peça "Astro Folias" e "Passa Passa Passará") quanto promoveu revisões de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, de pianeiro para pianeiros. Era o sinal de que como intérprete (vide sua incrível participação no III Free Jazz, no comando de três módulos de diferentes escolas da música instrumental), ele atingiu uma posição rara: a do criador contemporâneo que domina a linguagem da atemporalidade (Tárik de Souza).

Desde 1985, Adolfo vem se dedicando a sua escola de música, o Centro Musical Antonio Adolfo, além de participar em eventos internacionais como músico e educador, sem deixar de lado sua carreira como intérprete. Recebeu dois Prêmios Sharp por seus trabalhos "Antonio Adolfo" e "Chiquinha com Jazz", respectivamente.

Como autor de material didático, lançou no Brasil sete livros pela editora Lumiar, além de um video-aula e dois livros sobre música brasileira no exterior. Durante oito anos foi o representante do IAJE (International Association For jazz Education) para a América Latina.

Recentemente Antonio Adolfo voltou a se apresentar com mais frequência em shows, seja em formato piano solo ou em grupo. De uma de suas apresentações com a filha Carol Saboya, em uma Universidade dos Estados Unidos, nasceu seu mais recente trabalho em CD, lançado no Brasil e no Exterior: "Antonio Adolfo & Carol Saboya Ao Vivo/Live".


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Antonio AdolfoAntonio Adolfo was an important composer, having written songs recorded by Nara Leão, Marisa Gata Mansa, Ângela Rô Rô, Dóris Monteiro, O Grupo, Wilson Simonal, Geraldo Vespar, Leci Brandão, Emílio Santiago, Beth Carvalho, and Sérgio Mendes & Brasil '66, among others. Adolfo also had a noted role in the process of making important music available through independent production, through the creation of the pioneer independent label Artezanal. His recordings of important and almost-forgotten composers of the belle époque, like Chiquinha Gonzaga and João Pernambuco, are noted cultural initiatives. As an arranger, he worked for Leci Brandão, Ângela Rô Rô, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Fátima Guedes, Marcos Valle, Mongol, Nara Leão, O Grupo, Ruy Maurity (his brother), Sueli Costa, Vinícius Cantuária, Rita Lee, Zezé Motta, and others.

The son of Yolanda Maurity, a music teacher and violinist of the orchestra of the Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Antonio Adolfo began to study music very early. At seven, he began his violin studies with Paulina D'Ambrozzio. At 15, he took up piano, studying with Ayrton Vallim. In 1963, he joined the group Samba Cinco, which performed in the famous Beco das Garrafas on Rio's 52nd street. In 1964 Adolfo was invited by Carlos Lyra and Vinícius de Moraes to be a musician for their play Pobre Menina Rica (at Teatro de Bolso), beginning to accompany important names of MPB. Adolfo formed the group 3-D for that gig, and continued to perform with it until 1968, having recorded four LPs. In that year, he became acquainted with Tibério Gaspar, with whom he wrote important songs such as "Juliana," "Sá Marina," "Teletema," and "BR-3." "Caminhada" made it to the finals of the II FIC, 1967. The next year, Wilson Simonal recorded "Sá Marina" with success. In that year "Visão" was included in the III FIC.

In 1969 Adolfo accompanied Elis Regina in her tour through Europe. Back to Brazil in the same year, he wrote music for soap operas and participated in the IV FIC (1969) with "Juliana" (written with Tibério). The song was defended by Adolfo's group A Brazuca, and took second place. With that group he toured Brazil and Peru, recording two albums through Odeon. In 1970, "Teletema" (with Tibério) took second place in a festival in Athens, Greece, in Evinha's interpretation, which achieved popular success also in Brazil. "BR-3" won the national phase of the V FIC, in Toni Tornado's interpretation.

In 1971 Adolfo moved to the U.S., hired by Jerry Shayne Music, Inc. In 1972 he returned to Brazil, beginning to write alone, and recording Antonio Adolfo (Philips). In that year he studied with David Baker at Indiana University. Adolfo was a member of the band that backed Elis Regina in two European tours, finding time in between for a stint with the classical Nadia Boulanger, having studied also with Guerra Peixe and Esther Scliar. Back in Brazil, he developed his career as pianist, arranger, and producer. But even more deserving of attention is his work as a pioneer in the independent production field, which awakened artists and public to the necessity of opening alternative routes to non-commercial productions.

In 1977 he launched his independent label Artezanal with the album Feito em Casa, with only originals. Encontro Musical, released in the same year, brought again originals and only one song, "Sá Marina," written together with Tibério. The album had the participation of Joyce and Erasmo Carlos. Viralata (1979) had mainly originals, and Continuidade had special guests Viva Voz, Emílio Santiago, Hyldon, and Maurício Einhorn. The albums were propelled by shows throughout Brazil, together with artists like Tião Neto, Vítor Assis Brasil, Carmélia Alves, Oswaldinho do Acordeom, Alaíde Costa, Sidney Miller, Walter Queiroz, and Danilo Caymmi, among others.

In 1984 Adolfo released through the label Funarte a tribute album dedicated to the compositions of João Pernambuco, with participation of Nó em Pingo D'água. In 1985 he paid tribute to Chiquinha Gonzaga, a seminal Brazilian female conductor, pianist, and composer, interpreting her songs in Viva Chiquinha Gonzaga, with participation of Nilson Chaves and Vital Lima. The album Os Pianeiros is dedicated to belle époque piano composers. In the same year he participated in the first Carioca experience of teaching popular music/jazz in the Centro Calouste Gulbenkian, together with Pascoal Meirelles, Hélio Delmiro, Ary Piassarollo, Paulo Russo, and others. Seeing the potential of the sector, he opened his Centro Musical Antônio Adolfo, also developing workshops in the U.S. and Europe.

Adolfo published music education material in Brazil and abroad, including the video Secrets of Brazilian Music and the book with companion CD Brazilian Music Workshops, together with six other books through Lumiar publishing. In 1996 he received the Prêmio Sharp award for his instrumental composition "Cristalina," from his album Cristalino (1993). In 1997 released Chiquinha com Jazz (Artezanal), which also was awarded the Prêmio Sharp, and so was the album Antônio Adolfo.

Alvaro Neder - extracted from All Music Guide
For more info, visit Antonio Adolfo's site
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