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27 março 2009

Antonio Adolfo - Cristalino (1989)

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Antonio AdolfoFilho de uma violinista da Orquestra do Teatro Municipal do Rio, carioca de Santa Teresa, aquariano da classe de 47, o pianista Adolfo aos 16 anos já pertencia ao fechado clube da bossa-nova acantonado no Beco das Garrafas, à frente de grupos como o Samba a Cinco e o Trio 3-D. No último, ele participou da peça musical "Pobre Menina Rica", de Carlos Lyra e Vinícius de Moraes, e começou a acompanhar ases do setor. Mas a partir de 1967, em dupla com o letrista Tibério Gaspar, Adolfo, o compositor, transformou-se num dos detonadores da ala da toada moderna, que produziu sucessos como Sá Marina e Juliana.

Ao mesmo tempo, pilotando o grupo Brazuca, instaurou um tônus de modernidade eletrônica no pop da época (Teletema, Ana Cristina) até desaguar na autopista abrasiva da BR-3, que causou polêmica e sacudiu as estruturas festivalescas. Integrante da banda que acompanhou Elis Regina em duas excursões à Europa, um estágio com a erudita Nadia Boulanger, em Paris (além dos aperfeiçoamentos com os brasileiros Guerra Peixe e Esther Scliar), Antonio Adolfo estava pronto para mais um grande salto.

Em 77, num ato de coragem e pioneirismo, lançava o disco "Feito em Casa" em seu próprio selo Artezanal. Era o pontapé inicial de uma tendência libertária, a do disco independente, que motivaria o aparecimento de artistas divergentes das leis do mercado tradicional.

Adolfo gravou neste sistema tanto material próprio (até música para crianças, a peça "Astro Folias" e "Passa Passa Passará") quanto promoveu revisões de Ernesto Nazareth e Chiquinha Gonzaga, de pianeiro para pianeiros. Era o sinal de que como intérprete (vide sua incrível participação no III Free Jazz, no comando de três módulos de diferentes escolas da música instrumental), ele atingiu uma posição rara: a do criador contemporâneo que domina a linguagem da atemporalidade (Tárik de Souza).

Desde 1985, Adolfo vem se dedicando a sua escola de música, o Centro Musical Antonio Adolfo, além de participar em eventos internacionais como músico e educador, sem deixar de lado sua carreira como intérprete. Recebeu dois Prêmios Sharp por seus trabalhos "Antonio Adolfo" e "Chiquinha com Jazz", respectivamente.

Como autor de material didático, lançou no Brasil sete livros pela editora Lumiar, além de um video-aula e dois livros sobre música brasileira no exterior. Durante oito anos foi o representante do IAJE (International Association For jazz Education) para a América Latina.

Recentemente Antonio Adolfo voltou a se apresentar com mais frequência em shows, seja em formato piano solo ou em grupo. De uma de suas apresentações com a filha Carol Saboya, em uma Universidade dos Estados Unidos, nasceu seu mais recente trabalho em CD, lançado no Brasil e no Exterior: "Antonio Adolfo & Carol Saboya Ao Vivo/Live".


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Antonio AdolfoAntonio Adolfo was an important composer, having written songs recorded by Nara Leão, Marisa Gata Mansa, Ângela Rô Rô, Dóris Monteiro, O Grupo, Wilson Simonal, Geraldo Vespar, Leci Brandão, Emílio Santiago, Beth Carvalho, and Sérgio Mendes & Brasil '66, among others. Adolfo also had a noted role in the process of making important music available through independent production, through the creation of the pioneer independent label Artezanal. His recordings of important and almost-forgotten composers of the belle époque, like Chiquinha Gonzaga and João Pernambuco, are noted cultural initiatives. As an arranger, he worked for Leci Brandão, Ângela Rô Rô, Elizeth Cardoso, Emílio Santiago, Fátima Guedes, Marcos Valle, Mongol, Nara Leão, O Grupo, Ruy Maurity (his brother), Sueli Costa, Vinícius Cantuária, Rita Lee, Zezé Motta, and others.

The son of Yolanda Maurity, a music teacher and violinist of the orchestra of the Theatro Municipal do Rio de Janeiro, Antonio Adolfo began to study music very early. At seven, he began his violin studies with Paulina D'Ambrozzio. At 15, he took up piano, studying with Ayrton Vallim. In 1963, he joined the group Samba Cinco, which performed in the famous Beco das Garrafas on Rio's 52nd street. In 1964 Adolfo was invited by Carlos Lyra and Vinícius de Moraes to be a musician for their play Pobre Menina Rica (at Teatro de Bolso), beginning to accompany important names of MPB. Adolfo formed the group 3-D for that gig, and continued to perform with it until 1968, having recorded four LPs. In that year, he became acquainted with Tibério Gaspar, with whom he wrote important songs such as "Juliana," "Sá Marina," "Teletema," and "BR-3." "Caminhada" made it to the finals of the II FIC, 1967. The next year, Wilson Simonal recorded "Sá Marina" with success. In that year "Visão" was included in the III FIC.

In 1969 Adolfo accompanied Elis Regina in her tour through Europe. Back to Brazil in the same year, he wrote music for soap operas and participated in the IV FIC (1969) with "Juliana" (written with Tibério). The song was defended by Adolfo's group A Brazuca, and took second place. With that group he toured Brazil and Peru, recording two albums through Odeon. In 1970, "Teletema" (with Tibério) took second place in a festival in Athens, Greece, in Evinha's interpretation, which achieved popular success also in Brazil. "BR-3" won the national phase of the V FIC, in Toni Tornado's interpretation.

In 1971 Adolfo moved to the U.S., hired by Jerry Shayne Music, Inc. In 1972 he returned to Brazil, beginning to write alone, and recording Antonio Adolfo (Philips). In that year he studied with David Baker at Indiana University. Adolfo was a member of the band that backed Elis Regina in two European tours, finding time in between for a stint with the classical Nadia Boulanger, having studied also with Guerra Peixe and Esther Scliar. Back in Brazil, he developed his career as pianist, arranger, and producer. But even more deserving of attention is his work as a pioneer in the independent production field, which awakened artists and public to the necessity of opening alternative routes to non-commercial productions.

In 1977 he launched his independent label Artezanal with the album Feito em Casa, with only originals. Encontro Musical, released in the same year, brought again originals and only one song, "Sá Marina," written together with Tibério. The album had the participation of Joyce and Erasmo Carlos. Viralata (1979) had mainly originals, and Continuidade had special guests Viva Voz, Emílio Santiago, Hyldon, and Maurício Einhorn. The albums were propelled by shows throughout Brazil, together with artists like Tião Neto, Vítor Assis Brasil, Carmélia Alves, Oswaldinho do Acordeom, Alaíde Costa, Sidney Miller, Walter Queiroz, and Danilo Caymmi, among others.

In 1984 Adolfo released through the label Funarte a tribute album dedicated to the compositions of João Pernambuco, with participation of Nó em Pingo D'água. In 1985 he paid tribute to Chiquinha Gonzaga, a seminal Brazilian female conductor, pianist, and composer, interpreting her songs in Viva Chiquinha Gonzaga, with participation of Nilson Chaves and Vital Lima. The album Os Pianeiros is dedicated to belle époque piano composers. In the same year he participated in the first Carioca experience of teaching popular music/jazz in the Centro Calouste Gulbenkian, together with Pascoal Meirelles, Hélio Delmiro, Ary Piassarollo, Paulo Russo, and others. Seeing the potential of the sector, he opened his Centro Musical Antônio Adolfo, also developing workshops in the U.S. and Europe.

Adolfo published music education material in Brazil and abroad, including the video Secrets of Brazilian Music and the book with companion CD Brazilian Music Workshops, together with six other books through Lumiar publishing. In 1996 he received the Prêmio Sharp award for his instrumental composition "Cristalina," from his album Cristalino (1993). In 1997 released Chiquinha com Jazz (Artezanal), which also was awarded the Prêmio Sharp, and so was the album Antônio Adolfo.

Alvaro Neder - extracted from All Music Guide
For more info, visit Antonio Adolfo's site

17 março 2009

Yuri Popoff - Catopê (1992)

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Yuri PopoffNascido em Espinosa e criado em Montes Claros, Popoff iniciou seus estudos no Conservatório Lourenzo Fernandes. A sua formação acadêmica foi na Universidade de Minas Gerais, com o contrabaixista Ykeda Makoto (foi o primeiro contrabaixista da Orquestra Sinfônica de Nova York).

Começou a atuar profissionalmente em 1975, na Orquestra Sinfônica de Campinas e em 1979 se tornou integrante da Orquestra Sinfônica do Estado de Minas Gerais. Com mais de 20 anos de atuação como músico profissional, Yuri participou de turnês nacionais e internacionais junto a artistas como Nana Caymmi, Maria Bethânia, Beto Guedes, Toninho Horta, João Donato, Simone Guimarães, Selma Reis, Leila Pinheiro, Cássia Eller, entre outros.

Nos anos oitenta, decidiu se tornar também um compositor, estreando com a famosa canção "Era Só Começo Nosso Fim". Suas composições foram gravadas por instrumentistas como Toninho Horta, Mauro Senise, Carlos Malta, Robertinho Silva e Marcos Suzano; por cantoras como Simone Guimarães, Clara Sandroni e Leny Andrade e por jazzistas como Wayne Shorter, Marck Egan, o guitarrista coreano Jack Lee e o violonista austríaco Rudi Berger.

Em 1993, recebeu o Prêmio Sharp de Música Instrumental, ao lado de Altamiro Carrilho, Paulo Moura e Hermeto Pascoal, garantindo o Prêmio Revelação com o elogiado CD "Catopê". Seu segundo CD "Era Só Começo..." foi uma produção independente, sendo lançado em 1998.

Profissional reconhecido, pesquisou e lecionou na Universidade Estácio de Sá, dando aulas de contrabaixo e técnica instrumental por um período de 16 anos. Entre 1993 e 1997 lecionou no CIGAM (Escola de Ian Guest), e ainda como professor de harmonia e arranjo em música popular nos Festivais de Ouro Preto e Internacional de Brasília. No Conservatório de Música do Rio de Janeiro realizou a coordenação do curso de Música Popular Brasileira, juntamente com Cecília Conde e Roberto Gnatali. Participou também da produção de vários CD's do circuito carioca.

A convite do grupo Bayu, Yuri Popoff produziu a trilha musical da peça "Cuenda", que aborda a história do Congado Mineiro. "Cuenda" abriu caminhos para uma vasta pesquisa sobre a cultura do Congado em Minas Gerais. Esta pesquisa resultou no seu último CD "Lua no Céu Congadeiro", que está sendo lançado em 2005.

Extraído do site Clube de Jazz

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Yuri PopoffThe bassist Yuri Popoff has recorded and toured with artists like Beto Guedes, Toninho Horta, Nana Caymmi, Maria Bethânia, João Donato, Leila Pinheiro, Wagner Tiso, Clara Sandroni, Flávio Venturini, Selma Reis, and Mauro Senise. His first solo album, Catopê (1992), won the Sharp prize. He has performed solo internationally in Hong Kong and Bangkok. The bassist Mark Egan, from Pat Metheny's band, recorded Yuri's tune "Green" and the Korean guitarist Jack Lee, "Vertentes."

Alvaro Neder - extracted from All Music Guide

20 maio 2007

Robertinho Silva - Shot On Goal (Perigo de Gol) (1995)

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ou/or
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Os discos MPBC (1981) e Bateria (1984) podem ser encontrados no blog Abracadabra-LPs do Brasil.

The records MPBC (1981) and Bateria (1984) can be found at Abracadabra-LPs do Brasil.

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Robertinho SilvaRobertinho Silva nasceu no Rio de Janeiro no dia primeiro de junho de 1941. O percussionista e baterista Robertinho, além de tocar quase tudo, é um dos músicos mais cosmopolitas que se conhece, em se falando daqueles que vieram depois da geração Jobim/Gilberto.

Possui um toque muito forte, dando um ritmo poderoso por detrás de uma variedade de tambores e de exóticos instrumentos de percussão brasileiros. Entre suas maiores influências americanas estão Art Blakey e Tony Williams, e do lado brasileiro estão Dom Um Romão e Edson Machado.

Depois de fazer sua estréia em disco tocando com o cantor Cauby Peixoto, Silva criou reconhecimento como um dos melhores bateristas brasileiros, tocando e gravando com celebridades como Antonio Carlos Jobim, Airto Moreira, Wagner Tiso, Dori Caymmi e Gilberto Gil.

Acrescenta-se aqui o longo trabalho que realizou com o cantor e compositor Milton Nascimento, desde 1969, inclusive o disco "Native Dancer" que Milton gravou em colaboração com Wayne Shorter. Participante do tropicalismo, Silva foi co-fundador do Som Imaginário, junto com o tecladista Wagner Tiso, 1970.

Seu primeiro álbum como líder foi Musica Popular Brasileira Contemporânea, para a Philips brasileira. Ele gravou o primeiro álbum solo na série de Música Brasileira Popular Contemporânea em 1981(Polygram), tendo como convidados Raul de Souza e Egberto Gismonti. Em 1984, ele gravou" Bateria", seguido de "Bodas de Prata" (1989), "Fale Nenhum Mau" (1991)

Nos Estados Unidos ele gravou em 1991,"Shot On Goal" e em 1994, "Speak No Evil" (ambos pela Milestone). Nos anos 90, Silva criou sua própria banda, Robertinho Silva e Família, que inclui seus filhos Ronaldo e Vanderlei, ambos percussionistas. Em 1997, ele criou o Centro Percussão Alternativo Robertinho Silva, no Rio de Janeiro, tendo parte da sua agenda ocupada com seminários sobre bateria e percussão. Seu últim álbum é "Mixtura Brasileira", lançado em 2004.

Extraído do site Clube de Jazz
Para mais informação, visite o site do Robertinho Silva

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Robertinho SilvaOn his fourth album as a leader, Silva puts together a highly percussive (naturally) series of sessions mixing American jazz standards and jazz-rock idioms with Brazilian instruments and material. The results sometimes resemble fellow percussionist Airto Moreira's fascinating electric Brazilian jazz recordings of the '70s, though Silva's tracks are more disciplined in structure. A solo flute or saxophone, mostly in the capable hands of Mauro Senise, rises above the ensemble a la Wayne Shorter, and seven different keyboardists, including Silva himself on "Festa De Terreiro," sprinkle notes or lay down electronic textures. Aided by Silva's sons Ronaldo and Vanderlei on percussion, "Ceco Aderaldo" has a dense, rapidly fibrillating underbrush of Brazilian percussion sounds propelling the music, and Silva puts forth a thundering, hypnotic 7/4-meter display on the tom-toms in "Barra 200." In the American material, "Bemsha Swing" receives a quasi-samba treatment while also emphasizing the tune's strong roots in the blues, and "Nefertiti" rarely departs from the usual Miles Davis-oriented approach. Indeed, in the latter tune, the versatile Silva does a pretty good, meter-shifting Tony Williams impersonation.

Richard S. Ginell - extracted from All Music Guide
For more info, visit Robertinho Silva's site

17 janeiro 2007

Wagner Tiso - Trem Mineiro (1981)

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Clique aqui para baixar o disco/Download the album - Mediafire . enviado por J. Neto

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Wagner TisoNeste pacote de registros de lançamentos excelentes - todos sérios candidatos à lista dos melhores do ano, não poderia faltar ao menos uma citação de "Trem Mineiro", terceiro elepê instrumental de Wagner Tiso, Maestro, arranjador, tecladista e sobretudo compositor, este mineiro de 36 anos, uma larga quilometragem musical, identificado com Milton Nascimento desde sua adolescência, é hoje um dos arranjadores mais diasputados. Como instrumentista compositor já revelou na série de 3 elepês do Som Imaginário toda uma extraordinária versatilidade. Mas tem sido nestes últimos três anos, em álbuns da Odeon, onde tem tido liberdade para colocar todas suas idéias e concepções, que tem atingido os pontos mais altos. Ao contrário dos dois discos instrumentais anteriores, "Trem Mineiro", por razões econômicas, não teve a ampla secção de cordas que Tiso tão bem sabe utilizar. Em compensação, a integração com músicos como Mauro Senise (sax alto), Cidinho (percussão), Luisão (baixo), Roberto Silva (bateria), Ricardo Silveira (guitarra - violão - ovation), Serginho (trombone), Leo Gandelman (sax alto), faz com que cada uma das oito faixas se ouça com uma imensa emoção. Classificar em gêneros e graus, procurar descrição de palavras para transmitir a beleza, a harmonia e as cores sonoras com que Wagner marca este seu trabalho, é, em nosso entender, quase impossível. Com exceção de "Banda da Capital", parceria com Nivaldo Ornellas e uma regravação de "Os Pássaros" (Milton Nascimento) as outras composições são exclusivamente de Wagner. E em todas sente-se como um trabalho perfeito quando lhe dão condições: "Cello Caribe", "Sobe Serra, Desce Serra", "Mata Burro", "Trem Torto" e "Trem Mineiro", são temas instrumentais que sem deixarem de serem brasileiríssimos, podem emocionar pessoas de qualquer parte do mundo. Sem falar em "Armina", composição dos tempos do Som Imaginário, que volta em nova roupagem. Um disco emocionante e antológico, o mínimo a dizer...

Aramis Millarch, publicado no jornal Estado do Paraná em 31/05/1981 - extraído do site Tablóide Digital
Para mais informação, visite o site do Wagner Tiso

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Wagner TisoWagner Tiso is a model of contemporary musician. Composer, conductor, arranger, his creations are imbued with a vigorous Brazilian sound expression. The fusion of several musical elements, which shape his compositions – from the gipsy sentimentalism to the baroque style of Minas Gerais – gives this magnificent musician a sense of exceptional musicality.

He has recorded 28 albums, composed a series of soundtracks for cinema, theater and television and been awarded several times in these areas. Music has always been to him an act of continuous invention. Built with a variety of rhythms and rich musical combinations, this invention not only keeps distance from monotonous repetitions but also from an inexpugnable experimentalism. How good for music!

Wagner Tiso is one of the most respected musicians abroad. He frequently plays at the best European jazz festivals such as Montreux, Berlin, Montmartre (Denmark) and Nice and performs at the main concert halls in Greece, Italy, France, Austria and Germany.

Wagner Tiso is an accomplished musician. Pianist, keyboardist, composer, arranger, conductor, musical director and with a background of fruitful experiences in almost all areas, he belongs to the special and restricted circle of accomplished musicians. He has expanded his work into different directions: popular music, symphonies, operas, soundtracks for films, theater and television, jazz and ballet.

The quality of his work is beyond description. It’s vital, pulsating, ravishing, unique, extremely beautiful in harmony and melody and replete with power of expression.

Wagner is an original musician. Like few, he knows how to draw from his orchestras an absolute sense of unity and cohesion, with discipline, team spirit and exceptional musicality. Perfectionist, he has accomplished a memorable work, creating his arrangements with the refinement and diligence of a dedicated artisan. His orchestrations highlight the melodic essence of the compositions, projecting the virtues of an outstanding and genuine composer: form, sensibility, content, inventiveness and originality. More than creative and original, he is an inventor of sounds. His imagination descries inumerous melodic and harmonic possibilities in order to develop and expand the themes. The contrasts of sound, the different atmospheres and the tonal colors transform each piece into real impressions of the themes he approaches.

Extracted from Saxophone Repertoire Information
For more info, visit Wagner Tiso's site
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